Quinta-feira, 16 de Setembro de 2004

Edgar Allan Poe

Sozinho [Alone] .

Desde a hora primeira não fui
Como os outros foram - não vi
Como os outros viram. - minhas paixões Não pude beber a fonte comum.
Da mesma fonte não retirei
A minha dor; não pude despertar
O meu coração para a alegria de um mesmo tom,
E tudo o que amei, amei sozinho.
Então - na minha infância - no amanhecer
De uma vida tempestuosa - busquei
Das profundezas do bem e do mal
O mistério que ainda me domina:
Da torrente, ou da fontainha,
Do acre penhasco da montanha,
Do sol que ao meu redor gira
Num tom de ouro outonal,
Do relâmpago que no céu
Voando vejo passar,
Do trovão e da tempestade,
tE da nuvem que tomou a forma
(Quando azuis eram os Céus)
De um demónio aos olhos meus.


Edgar Allan Poe

Tradução se Sofia Sampaio
publicado por CONSTALVES às 18:27
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1 comentário:
De Roderick Verden a 21 de Abril de 2009 às 20:11
Só podia ser coisa mesmo do genial, inigualável, Poe!
Gostei muito da tradução de Sofia Sampaio, que, curiosamente, se parece com a minha. Aliás, quem sou eu para dizer isso, já que traduzo muito ao pé da letra. Abraços
Roderick Verden

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