Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2004

Petrarca

Anima Bella da Quel Nodo Sciolta



Alma tão bela desse nó já solta

Que mais belo não sabe urdir natura,

Tua mente volve à minha vida obscura

Do céu à minha dor em choro envolta.



Da falsa suspeição liberta e absolta

Que outrora te fazia acerba e dura

A vista em mim pousada, ora segura

Podes fitar-me, e ouvir-me a ânsia revolta.



Olha do Sorge a montanhosa fonte

E verás lá aquele que entre o prado e o rio

De recordar-te e de desgosto é insonte.



Onde está teu albergue, onde existiu

O amor que abandonaste. E o horizonte

De um mundo que desprezas, torpe e frio.





Petrarca
publicado por CONSTALVES às 01:40
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