Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2004

Gabriele D´Annunzio

Beberam fundo nas alpestres fontes
Para que de água do nativo ninho
O gosto fique a confortar o exílio...



Setembro. Vamos. Tempo de migrar.
Nos Abruzos, agora, os meus pastores
Deixam cabanas, marcham para o mar.
Descem para o Adriático bravio,
Verde como as pastagens de altos montes.


Beberam fundo nas alpestres fontes
Para que de água do nativo ninho
O gosto fique a confortar o exílio
E longo iluda a sede do caminho.
Cajados novos têm de alvelaneira.


Ao plaino vão descendo de maneira
Que são como um rio silencioso
Passando nos sinais de antigos passos.
Ó voz daquele que primeiro ansioso
Distingue o trémulo da beira-mar!


Já pela praia o rebanho a andar
Cruza dos ares a quente imóvel teia,
E tanto aloura o sol a viva lã
Que quase não se aparta ela da areia.
E as ondas e o tropel... doces rumores.


Ah porque não estou eu com os meus pastores?




Gabriele D´Annunzio
Tradução de Jorge de Sena
publicado por CONSTALVES às 15:30
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Caetano Veloso

. Andrea Paes

. Samih al-Qasim

. W. H. Auden

. Ana Marques Gastão

. Eva Christina Zeller

. Casimiro de Brito

. Ana Luísa Amaral

. Fiama Hasse Pais Brandão

. Daniel Faria

.arquivos

. Agosto 2008

. Janeiro 2008

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Abril 2005

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

. Janeiro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds