Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2004

Sylvia Plath

Estancamento no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância...



Estancamento no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.


Leoa do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco


Afunda e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.


Sementes
De olhos negros lançam escuros
Anzóis...


Negro, doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro vôo


Me arrasta pelo ar...
Coxas, pêlos;
Escamas e calcanhares.
Branca
Godiva, descasco
Mãos mortas, asperezas mortas.


E então
Ondulo como trigo, um brilho de mares.
O grito da criança


Escorre pela parede.
E eu
Sou a flecha,


O orvalho que voa,
Suicida, unido com o impulso
Dentro do olho


Vermelho, caldeirão da manhã.



Sylvia Plath
(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Critina César)
publicado por CONSTALVES às 15:36
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